Nasci para se coadjuvante Contentei-me a pouca luz dos holofotes E a admirar o procênio
As vielas, os musgos e as poucas telas Todas tão consoantes, sempre eu Em muitos pedaços distantesAcostumei-me a moedas de dois centes A acordar quando o sol já dorme A querer as coisas impossíveis A amar as folhas que caem
Na minha janela o móbile cartas Todas vazias, não passam de folhas em branco Preferi assim, no afã de reescrevê-las
Tentei capturar o sorriso alheio Em fotos de muitas bocas, muitos lábios Apenas corromperam o branco das paredes
Nas portas, grandes olhos de coruja me fitam Analisam cada passo, Meus versos não passam de garatujas.