13 de jan. de 2016

sem título







chove sobre a marambaia,
nesses tempo de cerração,
cerro os olhos com água de chuva,
meu corpo é crivado por lágrimas.
adan costa - 2016

18 de dez. de 2015

I need to be alone ...



Preciso ficar só,
E não precisa ser por cem anos,
Muito menos cem minutos,
Talvez pelo tempo de uma vaga,
Ou pelo tempo de quem se despede de um ente.

Preciso ficar só,
Pelo tempo de quem arruma a casa depois de um terremoto,
Ou pelo tempo de que fía rendas para o rei

I need to be alone ...
Só isso.

12 de nov. de 2015

super o quê ?

O Homem metamorfoseou-se em barata, em célebre livro de Kafka. O cinema e os quadrinhos encheram nosso fantasmático com homens aranhas, libélulas, formigas e toda sorte de insetos. Fico às voltas para entender, porque insetos e não simplesmente homens e mulheres ?
Já nos acostumamos às atrocidades do bicho homem. Às vezes parece que e melhor solução para a sociedade seria uma involução, voltaríamos a ser nômades e socialmente cooperativos.
Somos educados para viver em uma sociedade de consumos avassaladora, todos os dias surgem novas marcas nos outdoors do centro, os restaurante de luxo cada vez mais vazios.
O Homem que revira o meu e o teu lixo, seria o super o quê ?

27 de out. de 2015

sem título

nada ao avesso,
eu que eventualmente preciso me perder pelas esquinas
perambular pelas calhas, calles
atravessar esse deserto humano
deixar meus cabelos ao vento
cachos, ondas, maresias embaladas sem pressa
o sol lentamente tinge a minha pele
e enche a casa toda de sombras.

10 de set. de 2015

ato I


Se fosse simples, caminhar por essas ruas vagas
Andarilhar sem rumo,
Calcar essas verdades impregnadas em  todas as minhas peles
Coisa de peixe, cordial suicida
Convite com letras pomposas,
Arpões, dilacerantes
Esses dias se arrastam, e me fixam à cama
Como rejunte já amarelecido,
Sinto essas fragilidades febris

Meus ossos não sustentam nem minha ânima.

15 de abr. de 2015

Chuva, sobrinhas e cafeína

Décimo Sexto Dia
15 de abril de 2015
Chuva, sobrinhas e cafeína

O dia começou cedo, tive alguns pesadelos, acordei assustado, o engraçado é que  não consigo lembrar com nitidez de nada, as coisas estão nebulosas, o céu e minha cabeça andam cheios de nuvens.
Choveu o dia inteiro, as ruas aqui por perto ficaram alagadas, alargadas, povoadas pela valsa das sombrinhas, pelos balés equilibrista, pelas vidas na corda bamba, outro dia assaltaram uma grávida na esquina aqui de perto, saio a partir de hoje com medo de não voltar no fim do dia.

Volto a me sentir melancólico, tomo o ultimo gole de café, arrumo minha cama, me dispo das preocupações do dia seguinte, chove por vinte e três minuto sobre minha cabeça, e escrevo o ultimo parágrafo desse diário.

9 de mar. de 2015

sem título

cova rasa
cravo branco
cravo o dente, ciso
na carrne oficina
crivo de não
amor, terço
carnificino
adan costa
2015

23 de jul. de 2013

de tempos em tempos



de tempos em tempos,
fico esperando sentir novamente aquele frio na barriga,
sentir o vendo sobrando leve meus cabelos
sentir falta das coisas que não fazem falta
de acordar as duas da tarde e ver mais um dia começando

falta ...

16:16 e eu só  quero ....

(adancosta 2013)

20 de jun. de 2012

8 de jun. de 2012

Negativo


eu que enxergo tudo do contrario
essa minha miopia disléxica
insiste em ler e te reler  do avesso.

(adancosta)

27 de abr. de 2012

te pedi abrigo
me destes asas de sal
sou em sustenido
sol.

6 de mar. de 2012

Troça

não estou bem
quando quero que acabe
o dia que mal começa

faço troça tempo
ou ele faz de mim

três atos

Quando martelo
Prego
Quando caça
Lobo
Quando amor
Cama
Quando sina
Laço
Quando coma
Vida
Quando fome

 ...
Quando caça 
Prego
Quando amor
Lobo
Quando sina 
Cama
Quando coma
Laço
Quando fome
Vida
Quando martelo

...

Quando amor
Prego
Quando sina
Lobo
Quando coma
Cama
Quando fome
Laço
Quando vida?





8 de fev. de 2012

Garatujas


Nasci para se coadjuvante
Contentei-me a pouca luz dos holofotes
E a admirar o procênio

As vielas, os musgos e as poucas telas
Todas tão consoantes, sempre eu
Em muitos pedaços distantes
Acostumei-me a moedas de dois centes
A acordar quando o sol já dorme
A querer as coisas impossíveis
A amar as folhas que caem



 
Na minha janela o móbile cartas
Todas vazias, não passam de folhas em branco
Preferi assim, no afã de reescrevê-las

 

Tentei capturar o sorriso alheio
Em fotos de muitas bocas, muitos lábios
Apenas corromperam o branco das paredes

Nas portas, grandes olhos de coruja me fitam
Analisam cada passo,
Meus versos não passam de garatujas.

9 de dez. de 2011


Nada virtuosa
Tua sombra virtual
No avesso do espelho
      Cala até o silêncio

(adan costa)

22 de nov. de 2011

haicai


amanheceu cedo
no teu colo hoje cabe
tulipas de sol

(adancosta)

haicai rubra


anoiteceu tarde
tua rosa rubra adormece
nos sonhos flui languida


(adancosta) 


foto: André Aruda

21 de out. de 2011

haicai do nome


teu coração, reflexo

do avesso que eu sou
nada alem de nada

(adancosta)

3 de out. de 2011

haicai sem luz

velo noite a dentro
com pouca luz nos meus olhos
teu inverno gris."


Fotografia: Pedro Machado
Modelo: Nigel Anderson